Imagem do dia – Allosaurus fragilis

Foto (c) Pedro Andrade

Toda a gente tem um dinossauro preferido. Eu sempre tive muitos ao longo dos anos! Dos grandes carnívoros o mais famoso será certamente Tyrannosaurus rex, que já antes do fenómeno dos filmes Jurassic Park já seria o dinossauro mais facilmente reconhecível pelo grande público, o grande predador do final do Cretácico. 85 milhões de anos antes da época dos Tyrannosaurus, vagueou pelo nosso planeta um outro dinossauro carnívoro, de tamanho mais pequeno que o rei tirano mas ainda assim um animal formidável e que impunha respeito – estou a falar de Allosaurus fragilis, a minha espécie preferida de dinossauro!

A foto de hoje mostra uma réplica de um crânio desta linda espécie, em exposição no Museu de História Natural de Berlim (Museum für Naturkunde). A. fragilis era um dos predadores mais importantes do seu tempo, do final do período Jurássico, 150 milhões de anos antes dos nossos dias, atingindo comprimentos de cerca de 8 a 9 metros, e pesando pouco menos de duas toneladas. Tal como os outros dinossauros terópodes, sustentava-se nos seus fortes membros posteriores, deixando os anteriores livres para auxiliar na caça e possivelmente manipular alimentos – as suas presas deveriam incluir uma grande variedade de herbívoros jurássicos, incluindo vários ornitópodes, estegossáurios e saurópodes. Não era no entanto o único predador a caçar estas presas, dado que partilhava o habitat com outros terópodes de grandes dimensões como Torvosaurus e Ceratosaurus.

Os vestígios deste animal são abundantes na formação de Morrison, nos Estados Unidos, uma das mais importantes jazidas fossilíferas de dinossauros do mundo – estes vestígios indicam grande variabilidade morfológica, o que pode significar que estamos perante várias espécies de Allosaurus. Ainda não há consenso sobre o estatuto taxonómico destes fósseis, embora uma dessas espécies seja provavelmente segura, o grande Allosaurus maximus (também conhecido como Saurophaganax maximus), que atingiria comprimentos superiores a 10 metros. São também conhecidos alguns vestígios de Allosaurus em Portugal, que foram considerados pelo paleontólogo português Octávio Mateus como sendo suficientemente diferentes para pertencer à sua própria espécie: Allosaurus europaeus.

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Referências

– Paul, G.S. (2010)  – The Princeton Field Guide to Dinosaurs. Princeton University Press

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