Chapim-real peculiar

Este artigo foi publicado originalmente na Revista Parques e Vida Selvagem nº31 (Primavera de 2010)

Foto (c) Pedro Andrade

Um dos novos visitantes frequentes nas sessões de anilhagem no Parque Biológico de Gaia é um bocado diferente do habitual. Está um pouco esbranquinçado, mas não é a idade a causa. Este chapim-real (Parus major, uma espécie bastante comum) apresenta várias penas do corpo descoloradas, mas a razão não parece clara. A explicação mais habitual nestes casos é o leucismo, uma condição genética que difere do albinismo porque, enquanto este representa uma incapacidade na síntese dos pigmentos chamados melaninas (determinam cores como castanhos, cinzentos e pretos), as aves leucistas sintetizam as melaninas mas não conseguem que estas sejam depositadas em algumas, ou todas, as penas. Esta explicação não é no entanto completamente satisfatória, porque este chapim possui algumas penas individuais parcialmente descoloradas – isto é mais nítido nas grandes penas caudais. Embora se conheçam casos de leucismo em que isto ocorre, o mais provável é que a ave tenha tido problemas alimentares no momento em que produziu este conjunto de penas (isto é comum em aves que vivem em cidades, como em Londres, onde por vezes se vêem gralhas com algumas penas brancas).

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Referências

– Grouw, Hein van (2006). “Not every white bird is an albino: sense and nonsense about colour aberrations in birds”. Dutch Birding 28: 79–89 (pdf)

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