“Your brain evolved from Bacteria”

Por: Dwayne Godwin e Jorge Cham

 

 

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Vídeo – Entre o céu e as marés

O estuário do Sado constitui uma das principais zonas húmidas de Portugal.
Separado do oceano pelo extenso cordão dunar da península de Tróia, o estuário proporciona características excepcionais à vida selvagem, principalmente às aves aquáticas. Aqui podemos observar cerca de metade das espécies de aves existentes em todo o país. O documentário revela a vida das aves nos vários habitats do estuário e a forma como é condicionada pela grande força motriz deste ecosistema – as marés.

Filmagens de Daniel Pinheiro e locução de Eduardo Rêgo. Sem dúvida do melhor que temos em divulgação da vida selvagem nacional!

Estudar borboletas… com dignidade!

Lycaenidae

Foto (c) Pedro Andrade

... the study of butterflies – creatures selected as the types of airiness and frivolity – instead of being despised, will some day be valued as one of the most important branches of Biological science.

– Henry Walter Bates, naturalista inglês do séc. XIX

E não é que tinha razão?

O “dilema” do bicho-de-conta

“Sim, eu sei que é desagradável, mas é aí que a nossa cara fica quando dormimos”
davecoverly

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor: Dave Coverly (http://www.speedbump.com/)

Vídeo – O Camaleão do Algarve

Vídeo: aidnature.org

No Algarve habita uma curiosa espécie de réptil que na Europa é encontrada apenas nas partes mais a Sul da bacia Mediterrânica, e que se calhar os de nós que prestam menos atenção aos animais nunca imaginaram como um animal que pudesse existir em terras lusas. Estou a falar do camaleão. Teremos no entanto que ser mais específicos em relação ao que estamos a falar, dado que existem cerca de 160 espécies de camaleões (Chamaeleonidae) no mundo – o nosso pertence à espécie Chamaeleo chamaeleon, que habita na já referida faixa mediterrânica da Europa (Sul de Portugal e Espanha, Itália, Malta, Grécia e Chipre), no Norte de África (Marrocos, Tunísia, Argélia, Egipto, Líbia) e no sudoeste asiático (Iémen, Arábia Saudita, Iraque, Israel, Síria, Jordânia, Turquia e Líbano), suspeitando-se que na Itália e Península Ibérica tenha sido introduzida por mão humana há já alguns séculos.

Deixo-vos com este vídeo que conta o resto da história!

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Referências

– Vogrin, M., Corti, C., Pérez Mellado, V., Sá-Sousa, P., Cheylan, M., Pleguezuelos, J., Baha El Din, S. & Al Johany, A.M.H. 2012. Chamaeleo chamaeleon. In: IUCN 2012. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2012.2. <www.iucnredlist.org> (link)

Escaravelhos

Os verdadeiros “Beatles”.

Imagem do dia – Allosaurus fragilis

Foto (c) Pedro Andrade

Toda a gente tem um dinossauro preferido. Eu sempre tive muitos ao longo dos anos! Dos grandes carnívoros o mais famoso será certamente Tyrannosaurus rex, que já antes do fenómeno dos filmes Jurassic Park já seria o dinossauro mais facilmente reconhecível pelo grande público, o grande predador do final do Cretácico. 85 milhões de anos antes da época dos Tyrannosaurus, vagueou pelo nosso planeta um outro dinossauro carnívoro, de tamanho mais pequeno que o rei tirano mas ainda assim um animal formidável e que impunha respeito – estou a falar de Allosaurus fragilis, a minha espécie preferida de dinossauro!

A foto de hoje mostra uma réplica de um crânio desta linda espécie, em exposição no Museu de História Natural de Berlim (Museum für Naturkunde). A. fragilis era um dos predadores mais importantes do seu tempo, do final do período Jurássico, 150 milhões de anos antes dos nossos dias, atingindo comprimentos de cerca de 8 a 9 metros, e pesando pouco menos de duas toneladas. Tal como os outros dinossauros terópodes, sustentava-se nos seus fortes membros posteriores, deixando os anteriores livres para auxiliar na caça e possivelmente manipular alimentos – as suas presas deveriam incluir uma grande variedade de herbívoros jurássicos, incluindo vários ornitópodes, estegossáurios e saurópodes. Não era no entanto o único predador a caçar estas presas, dado que partilhava o habitat com outros terópodes de grandes dimensões como Torvosaurus e Ceratosaurus.

Os vestígios deste animal são abundantes na formação de Morrison, nos Estados Unidos, uma das mais importantes jazidas fossilíferas de dinossauros do mundo – estes vestígios indicam grande variabilidade morfológica, o que pode significar que estamos perante várias espécies de Allosaurus. Ainda não há consenso sobre o estatuto taxonómico destes fósseis, embora uma dessas espécies seja provavelmente segura, o grande Allosaurus maximus (também conhecido como Saurophaganax maximus), que atingiria comprimentos superiores a 10 metros. São também conhecidos alguns vestígios de Allosaurus em Portugal, que foram considerados pelo paleontólogo português Octávio Mateus como sendo suficientemente diferentes para pertencer à sua própria espécie: Allosaurus europaeus.

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Referências

– Paul, G.S. (2010)  – The Princeton Field Guide to Dinosaurs. Princeton University Press

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