As árvores e a internet

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Dicas para combater acácias

Já antes tínhamos falado do grupo das acácias, que incluem algumas das espécies exóticas mais nocivas para a biodiversidade no nosso país. Neste vídeo produzida pela associação Floresta Unida, Elizabete Marchante, investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra especialista em plantas invasoras, explica-nos alguns cuidados a ter na remoção destas invasoras, exemplificando em algumas mimosas (Acacia dealbata).

Fica também um vídeo um pouco mais extenso, mas também muito interessante,  sobre acções de remoção de acácias na Serra da Lousã (na mata do Sobral), uma reportagem realizada por Carlos Sêco em entrevista a Nuno Amaral, técnico da Autoridade Florestal Nacional:

Um bem haja a estas excelentes iniciativas!

À sombra de uma azinheira…

À sombra duma azinheira

Que já não sabia a idade

Jurei ter por companheira

Grândola a tua vontade

ResearchBlogging.org

Hoje, dia 25 de Abril, comemora-se em Portugal o Dia da Liberdade, o dia em que uma revolução pacífica acabou com décadas de jugo fascista. Iniciada por militares e imediatamente acarinhada pelo povo, a revolução teve como senha a música de Zeca Afonso “Grândola Vila Morena”. Neste poema da liberdade surge uma referência à ligação à Natureza da vila alentejana, a referência à azinheira, uma das árvores mais típicas da paisagem alentejana.

À sombra de uma azinheira na Primavera alentejana, em Noudar – Fonte: Paulo Heitlinger (http://www.flickr.com/photos/heitlinger/)

Antes de mais, o que podemos considerar como uma azinheira? A azinheira (também conhecida na região de Trás-os-Montes por sardão) é uma planta da família das fagáceas (Fagaceae), que incluem grupos vegetais conhecidos como os outros carvalhos, as faias e os castanheiros. A azinheira é assim um carvalho, uma espécie do género Quercus, e dentro deste grupo tem como parente mais próxima a azinheira-de-folhas-de-louro, sendo a natureza desta relação de parentesco e consequentemente os seus estatutos taxonómicos alvo de debate dentro da comunidade botânica: há quem considere estas duas azinheiras como distintas o suficiente para serem consideradas espécies diferentes (Q. ilex e Q. rotundifolia) ou como subespécies dentro da mesma espécie (Q. ilex ilex e Q. ilex rotundifolia). Independentemente destas considerações de estatuto, a verdade é que as evidências morfológicas e genéticas apontam para que estejamos na presença de duas entidades biológicas distintas. Por uma questão de coerência, e porque me informaram que actualmente tem-se encarado com mais frequência a divisão em duas subespécies, farei referência à nossa azinheira como Q. ilex rotundifolia, pedindo apenas aos leitores que não tomem isto como uma opinião pessoal informada!

Distribuição actual da espécie Quercus ilex (sensu lato), evidenciando os locais onde predomina Q. ilex ilex (ilhas mediterrânicas, Itália, Grécia e Balcãs), Q. ilex rotundifolia (Península Ibérica e Norte de África) e indivíduos na zona de contacto (sobretudo no Sul de França) - retirado de Lumaret et al (2002)

Distribuição actual da espécie Quercus ilex (sensu lato), evidenciando os locais onde predomina Q. ilex ilex (ilhas mediterrânicas, Itália, Grécia e Balcãs), Q. ilex rotundifolia (Península Ibérica e Norte de África) e indivíduos na zona de contacto (sobretudo no Sul de França) – adaptado de Lumaret et al (2002), carregar na imagem para maior detalhe

E que características podemos então encontrar habitualmente numa azinheira? Estas atingem normalmente um porte arbóreo (até cerca de 15 metros de altura, em contraste com a azinheira-de-folha-de-louro que cresce mais frequentemente acima dos 20 metros);  casca acinzentada inicialmente lisa nos jovens e que vai ficando rugosa nas árvores adultas; folhas perenes, arredondadas (por vezes com margens espinhosas), verde-escuras e rígidas, típicas de plantas de ambientes quentes, densamente pilosas na página inferior e glabras (lisas, sem pilosidades) na página superior; a floração dá-se no início da Primavera, através de flores de aspecto discreto geralmente polinizadas pela acção do vento, originando depois um fruto bastante característico dos carvalhos, as bolotas (um tipo de fruto a que damos o nome de glande).

As bolotas da azinheira são aliás uma das suas riquezas mais reconhecidas e um dos recursos mais aproveitados pelas comunidades humanas que aprenderam a conviver com esta árvore. Ao contrário das bolotas dos outros carvalhos, as da azinheira são menos amargas, podendo ser usadas para confeccionar vários alimentos como pão ou mesmo assadas como se fossem castanhas! Na maioria das vezes, as bolotas são colhidas para dar aos animais domésticos, como aos porcos que bem as apreciam, sendo uma das bases da sua alimentação na região alentejana – suspeita-se que foi esta a razão para a implementação dos primeiros montados de azinho no século XVIII.  Também os animais selvagens se aproveitam dos nutrientes fornecidos pelas bolotas, desde grandes mamíferos como javalis e veados a várias espécies de aves que delas se alimentam.

Folhas e bolota de azinheira (Quercus ilex rotundifolia) – Fonte: Paulo Heitlinger (http://www.flickr.com/photos/heitlinger/)

A azinheira é uma árvore tipicamente Mediterrânica, bem adaptada a climas quentes e secos, razão pela qual predomina na zona Sudeste do nosso país, no Oeste Alentejano mais seco, em comparação com o sobreiro predominante no Sudoeste mais húmido. As condições óptimas para a azinheira encontram-se em quase qualquer substrato (excepto os arenosos) entre 300 a 550 mm anuais de precipitação, sendo substituída por matagais ou por carvalhos melhor adaptados a climas húmidas caso os valores sejam inferiores ou superiores (respectivamente) à gama de precipitação ideal. Ocupando pouco menos de 400 000 hectares do nosso território, e sendo por isso uma das mais importantes espécies de árvores que ocorrem no nosso território, não podemos no entanto dizer que as azinheiras formem habitats florestais naturais comuns em Portugal.

Na realidade, um verdadeiro azinhal natural será algo raro no nosso país, a maioria das árvores desta espécie integra o sistema de exploração agrosilvopastoril que conhecemos como montado, ou seja, um sistema com densidade de árvores relativamente baixa coexistindo com pastagens e outros usos agrícolas. Apesar de não ser um habitat natural, que precisa da acção humana directa para ser mantido no presente estado, o montado (não só o de azinho) é um tipo de habitat com uma riqueza faunística singular,  no qual espécies típicas de habitats florestais mais densos e de pastagens conseguem encontrar boas condições de sobrevivência. Quando bem gerido, o montado é um bom exemplo de uma paisagem em que a acção humana se sente profundamente numa exploração de recursos sustentável e benéfica para uma grande quantidade de espécies (no caso dos montados de sobreiro, acresce ainda a possibilidade de exploração da cortiça).

Apesar da grande importância económica, social, histórica e natural destes agrupamentos vegetais, os montados de azinho estão em regressão, tendo sofrido um decréscimo acentuado no último meio século – por volta das décadas de 1950 e 1960 teríamos cerca de 600 000 hectares de montado de azinho. Com a regressão progressiva da área de distribuição desta espécie vamos assistindo a uma perda lenta de uma porção importante da biodiversidade do nosso país, mas também uma parte da herança de um povo que descobriu uma boa forma de utilizar um recurso natural de forma sustentável.

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Referências

– Capelo, J. & Catry, F.  (2007) – Biologia, ecologia e distribuição da azinheira. In Os montados – Muito para além das árvores. Árvores e Florestas de Portugal nº3. Público

Lumaret, R., Mir, C., Michaud, H., & Raynal, V. (2002). Phylogeographical variation of chloroplast DNA in holm oak (Quercus ilex L.) Molecular Ecology, 11 (11), 2327-2336 DOI: 10.1046/j.1365-294X.2002.01611.x (link)

Oração da Árvore

Freixo (Fraxinus angustifolia) - Foto (c) Pedro Andrade

Freixo (Fraxinus angustifolia) – Foto (c) Pedro Andrade

Tu que passas e ergues para mim o teu braço,
Antes que me faças mal, olha-me bem.
Eu sou o calor do teu lar nas noites frias de inverno;
Eu sou a sombra amiga que tu encontras
Quando caminhas sob o sol de agosto;
E os meus frutos são a frescura apetitosa
Que te sacia a sede nos caminhos.
Eu sou a trave amiga da tua casa,
A tábua da tua mesa, a cama em que tu descansas
E o lenho do teu barco.
Eu sou o cabo da tua enxada, a porta da tua morada,
A madeira o teu berço e o aconchego do teu caixão.
Eu sou o pão da bondade e a flor da beleza.
Tu que passas, olha-me e não me faças mal.

Alberto Veiga Simões (com agradecimentos ao Prof. José Pissara por dar a conhecer esta linda oração ontem numa palestra na sede do FAPAS).

 

Nota: muito obrigado ao Artur de Carvalho por ter indicado o autor da oração!

Das mimosas e outras acácias…

“as Acacias são o baptismo milagroso pelo qual a esterilidade se converte à cultura”

Jayme Magalhães Lima, 1920

ResearchBlogging.orgAs acácias são maravilhosas espécies vegetais. Um vasto grupo de espécies distribuído sobretudo pelo Hemisfério Sul, inúmeras experiências naturais que demonstram o adaptar de cada uma delas a diferentes condições ambientais, uma parte integrada do meio que coexiste com outras espécies vegetais e que dá abrigo e alimento a várias espécies animais, sobretudo na Austrália, onde juntamente com os eucaliptos as acácias representam 75% da vegetação lenhosa. Entre estas muitas espécies, uma especialmente bonita é a mimosa, que na floração apresenta inflorescências globulares amarelo-brilhante, como se fossem bonitos cachos amarelos de flores. Infelizmente, hoje em dia as “milagrosas” acácias deixaram de estar restritas aos continentes do Sul, tornando-se uma praga que ameaça vários ecossistemas bem longe da Austrália, incluindo os ecossistemas portugueses.

A mimosa (Acacia dealbata), uma árvore com inflorescências lindas mas uma terrível capacidade de invasão no Sul da Europa – Fonte: Eugene Zelenko (http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Acacia_dealbata-1.jpg)

As acácias (género Acacia) formam um grupo de cerca de 1380 espécies, 1000 das quais nativas da Austrália (o resto dos continentes do Hemisfério Sul, excepto por algumas espécies norte-americanas), que pertencem À grande família das leguminosas (Leguminosae), embora alguns autores defendam que pertence a uma família própria, independente, as Mimosaceae. Tal como outras plantas leguminosas, como o feijão, as sementes das acácias desenvolvem-se em pequenas favas, nada mais que o fruto, que se abrem na altura da libertação da semente. Como espécies essencialmente australianas, as acácias têm tendência a estarem muito bem adaptadas a climas quente e secos, e com ocorrência regular de fogos – de facto, muitas delas são espécies que podemos designar de pirófitas, ou seja, “amantes do fogo”, espécies para as quais o fogo actua como um estímulo ao crescimento e colonização. Assim se vê que em áreas em que o clima é quente e seco, como no Sul da Europa, as acácias estão muito bem preparadas para competir com as espécies nativas por recursos como espaço, água e nutrientes. O ser humano tem sido um excelente agente dispersor de biodiversidade pelo mundo inteiro, e espécies que antes estavam restritas a uma determinada área podem ser facilmente transportadas para outro lado do mundo. Estas plantas não nativas, que designamos como exóticas, podem até nem causar grandes problemas – de facto, em muitos casos, o novo habitat não tem as condições ideais que a espécie tinha em “casa”. Por vezes, no entanto, a espécie exótica apresenta características biológicas (crescimento rápido, formação de maior número de sementes, alteração das características do meio…) que a tornam um competidor formidável num local onde não é nativa, começando a proliferar – nestes casos estamos perante uma espécie invasora, e o fenómeno designa-se por invasão biológica. No Sul da Europa as espécies mais problemáticas são a acácia-negra (A. melanoxylon), a acácia-de-espigas (A. longifolia) e a mimosa (A. dealbata), sendo que esta é no geral a mais problemática delas.

Mas como é que as mimosas chegaram à Europa? Tal como a maioria das outras acácias, esta espécie é nativa da Austrália, mas não dos quentes desertos do interior – podemos encontrá-la no Sul da Austrália e na Tasmânia, em climas mais temperados e húmidos, com regimes de precipitação não muito elevados e temperaturas amenas. O seu habitat são florestas abertas de eucaliptos, mas apresenta bastante plasticidade para se adaptar a outras condições, e apesar de preferir climas amenas é ainda assim uma espécie bastante bem adaptada a condições ambientais onde os fogos são frequentes. Foi no final do séc. XVIII e inícios do séc, XIX que se começaram a importar para a Europa espécimes desta planta, inicialmente por navegadores britânicos e franceses, que primeiro as disseminaram por colónias como África do Sul ou Madagáscar, antes de virem parar à Europa, espalhando-se pelos países anteriormente mencionados – a principal razão da sua dispersão e aceitação por parte dos europeus foram as suas bonitas flores, embora a madeira também fosse apreciada assim como a sua capacidade para fixar taludes. Os primeiros registos da ocorrência de mimosa em Portugal apontam para a sua fixação como planta ornamental na segunda metade do séc. XIX, como aponta um artigo de 1871 do Jornal de Horticultura Prática acerca da plantação de mimosas no Porto, no qual foi oferecido ““um coupon que dava direito aos assignantes a receberem gratuitamente um pacote de semente da Acacia dealbata””.

Durante muito tempo continuou-se a ver a mimosa e as outras acácias como espécies de excepcional valor económico ou botânico, e embora já se começassem a fazer observações sobre o seu carácter invasor, só em 1937 surgiu a primeira legislação a controlar a plantação de mimosas, embora apenas controlasse distâncias mínimas para terrenos sensíveis (pastos, agrícolas, urbanos, taludes…). Só nas décadas de 1970 e 1980 se começou a olhar para este problema como algo sério, mas nesta altura os principais focos de expansão estavam relacionados não com as plantações, mas com os fogos florestais que permitem a esta e outras acácias colonizarem rapidamente terreno antes ocupado por espécies nativas. Uma vez colonizadas pelas acácias, estas áreas dificilmente voltarão a ter condições para que as espécies nativas de desenvolvam, pois para além de crescerem muito depressa, criam um extenso banco de sementes no solo que permite a rápida re-colonização em caso de perturbações como fogos ou remoção de vegetação, as suas folhas possuem compostos tóxicos que inibem o crescimento de outras plantas quando se acumulam no solo (um fenómeno designado alelopatia), e principalmente alteram bastante a composição química do solo.

Um grande número de acácias-de-espiga (Acacia longifolia) a competir com alguns carvalhos-alavrinhos (Quercus robur), numa encosta perto de Aveiro. Quase de certeza o carvalho não vai conseguir aguentar o ritmo de crescimento das acácias… – Fonte Projecto de Recuperação Ecológica do Cabeço Santo (http://ecosanto.wordpress.com/category/apelos/)

Como já foi referido, as acácias pertencem à família das leguminosas, que são especialistas em formarem, nas suas raízes, relações simbióticas  com bactérias fixadoras de azoto. Embora esta característica permita ao solo ficar mais rico neste nutriente essencial, as características invasoras da acácia fazem com que rapidamente um solo repleto destas plantas fique com uma composição química bastante diferente do original, e que beneficia precisamente as acácias em relação às plantas nativas. Estudos realizados em Espanha e Portugal com solos invadidos por mimosas e solos de carvalhais autóctones (de carvalho-alvarinho, Quercus robur) demonstram as grandes diferenças entre estes dois tipos de terrenos: os solos invadidos por mimosas possuem menos espécies de plantas, maior percentagem de outras espécies exóticas, menos fetos e musgos, são muito mais ricos em azoto e possuem um pH mais ácido. Todas estas alterações nos solos repercutem-se na restante biodiversidade vegetal, e consequentemente na restante biodiversidade, na regulação do ciclo hídrico e todos os outros processos e funções que existem num ecossistema e dos quais também nós retiramos benefícios, os chamados serviços dos ecossistemas. As acácias não são só um problema para as outras plantas e animais, são um problema para nós também.

Com um problema assim tão grande nas nossas mãos, como o resolver? O uso de herbicidas e o corte das acácias são uma forma de as controlar, mas nunca será por muito tempo – o banco de sementes criado pelas acácias nos nossos solos é tão grande que mesmo que arrancássemos todas as acácias neste preciso momento, teríamos ainda sementes suficientes para que acácias continuassem a brotar por largos anos. A melhor hipótese, para além da remoção sempre que possível destas plantas, é ir impedindo a sua invasão em locais ainda livres da influência destas infestantes, conservando as nossas florestas e outros habitats autóctones – quanto mais natural e estável for um habitat, menor é a hipótese de ocorrerem invasões, dado que as plantas invasoras como as acácias têm mais dificuldades em encontrarem recursos ainda não utilizados pelas nativas. Uma outra hipótese que tem sido estudada é a introdução de predadores naturais das acácias no seu habitat natural (como escaravelhos ou vespas), como já tem sido usado em larga escala na África do Sul com bons resultados. Para Portugal já foi testada a espécie de vespa Trichilogaster acaciaelongifoliae para a acácia-de-espigas, com resultados promissores, mas é preciso ter cuidado se realmente viermos a introduzir esta vespa – se esta espécie começar a atacar as nossas plantas nativas, poderemos ter em mãos mais uma espécie invasora…

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Referências

– Doran, J.C. & Turnbull, J.W. (1997), Australian Trees and Shrubs: Species for Land Rehabilitation and Farm Planting in the Tropics. ACIAR Monograph No. 24. Australian Centre for International Agricultural Research, Canberra. (link)

– Fernandes, M.J. (2008) Recuperação ecológica de áreas invadidas por Acacia dealbata Link no vale do rio Gerês: um trabalho de Sísifo. Tese de Mestrado UTAD (link)

– González-Muñoz, N.,, Costa-Tenorio, M.,, & T. Espigares (2012). Invasion of alien Acacia dealbata on Spanish Quercus robur forests: Impact on soils and vegetation Forest Ecology and Management (269), 214-222 DOI: 10.1016/j.foreco.2011.12.026 (link)

– Lorenzo, P., González, L. e Reigosa, M.J. (2010) The genus Acacia as invader: the characteristic case of Acacia dealbata Link in Europe. Annals of Forest Science. 67(1): 101-111. (link)

– Marchante, H., Freitas, H. & Hoffmann, J.H. (2011) Assessing the suitability and safety of a well-known bud-galling wasp,Trichilogaster acaciaelongifoliae, for biological control of Acacia longifolia in Portugal. Biological Control, 56, 193–201. (link)

– Wilson, J.R.U., Gairifo, C., Gibson, M.R., Arianoutsou, M., Bakar, B.B., Baret, S., Celesti-Grapow, L., DiTomaso, J.M., Dufour-Dror, J.-M., Kueffer, C., et al. (2011). Risk assessment, eradication, containment, and biological control: global efforts to manage Australian acacias before they become widespread invaders Diversity and Distributions 17, 1030-1046. (link)

Vídeo – Cannabis, the evil weed?

Documentário da série Horizon (da BBC) sobre a planta Cannabis, que está na origem das drogas leves mais consumidas em todo o mundo. Embora o documentário se foque mais nos aspectos toxicológicos e sociais da droga, como seria de esperar, gostei bastante dos minutos iniciais que falam da história natural dos compostos activos.

Imagem do dia – Turfeira

Foto (c) Pedro Andrade

Hoje trago-vos uma foto que tirei numa visita da Ciência Viva ao Parque Natural do Alvão, na qual se visitaram as turfeiras típicas da zona, e que infelizmente têm estado em regressão. A drenagem destas zonas húmidas para criação de campos de cultivo ou de pastoreio, o pisoteio, a construção de infraestruturas e outros fins tem vindo a reduzir a área ocupada por estes habitats singulares, caracterizados pela presença constante de água, acumulação de turfa (matéria vegetal em decomposição) e abundância de musgos do género Sphagnum. Outras espécies vegetais comuns nas turfeiras incluem ciperáceas, juncos e gramíneas, crescendo em solos geralmente ácidos. As turfeiras que restam no nosso país concentram-se sobretudo no Noroeste montanhoso (como a turfeira da foto), com ocorrências pontuais na Serra da Estrela, algumas montanhas do Sul de Portugal, e perto do litoral junto à foz de alguns rios.

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Referências

– Turfeiras de transição e turfeiras ondulantes – Habitats Naturais, Plano Sectorial da Rede Natura 2000 (link)

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