Vídeo: Floresta numa garrafa

Documentário: “Forest in a Bottle” from EcoLogicalCork.com on Vimeo.

Normalmente estamos habituados a ver documentários da BBC produzidos em locais remotos de beleza natural exótica, mas para demonstrar que na nossa velha Europa, e em particular em Portugal, ainda se encontram valores naturais de grande riqueza, beleza e importância, a televisão britânica visitou o nosso país para fazer um documentário sobre a biodiversidade dos montados, esse habitat tão tipicamente português.

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O crivo da selecção natural

Each generation is a filter, a sieve; good genes tend to fall through the sieve into the next generation; bad genes tend to end up in bodies that die young or without reproducing. Bad genes may pass through the sieve for a generation or two, perhaps because they had the luck to share a body with good genes. But you need more than luck to navigate successfully through a thousand sieves in succession.

– Richard Dawkins, biólogo britânico

Vídeo – Vale do Tua, um ecossistema em perigo eminente

Fontes: PAN e aidnature.org

Mais um vídeo sobre a infame barragem de Foz-Tua, este um vídeo focado em algumas das personagens das belas paisagens deste rio, desde a nascente até à foz no rio Douro. A destruição destes valores naturais e culturais é por si só um grave atentado ao nosso património, ao legado que deveríamos cuidar para passar aos nossos filhos, mesmo que estivéssemos com graves problemas energéticos. Nos moldes em que o processo decorre, isto é criminoso.

Uma paisagem assim não pode desaparecer!

Fonte: Movimento Cívico pela Linha do Tua (http://www.linhadotua.net/)

Cidadania científica – a ciência nas mãos de cada um de nós

ResearchBlogging.org

Que visão temos nós dos cientistas? A visão tradicional, de uma figura estilo Einstein, génio louco de cabelo desalinhado a inventar estranhos compostos químicos num laboratório em explosão? Ou talvez o académico sério, rigoroso, mestre em decorar todas as características e termos anatómicos de obscuros seres vivos? Um físico com resmas de papel a fazer cálculos e estudar equações impossíveis para o comum mortal para desvendar os mistérios do universo? Quem sabe, ainda, o sortudo astronauta cujo árduo treino ao longo dos anos lhe forneceu o bilhete para a mais extraordinária das viagens…

Decerto teremos alguns casos destes. A maioria dos cientistas são pessoas perfeitamente normais com um interesse em descobrir como o nosso mundo funciona. Mas e se eu lhe disser que, por entre os meandros da descoberta científica, há espaço para cada um de nós? Que há espaço para um escritor descobrir elementos importantes do nosso sistema solar? Para um fotógrafo descobrir novas espécies de insectos para a ciência? Para uma educadora de infância ajudar a monitorizar populações de aves selvagens? Para uma contabilista registar afloramentos rochosos temporários, que de outra forma se perderiam? Não precisam de formação superior, apenas de tempo e vontade de ajudar os cientistas na recolha de informação.

Todos os dias, milhares de amadores fazem observação de aves um pouco por todo o mundo, registando dados sobre a ocorrência, abundância, migração ou reprodução destes animais. A grande maioria desta informação, que poderia ser usada para ajudar em esforços de conservação, é perdida sem que estabeleça um elo entre os cidadãos e os cientistas – Fonte: Daniel Schwen (http://commons.wikimedia.org/wiki/User:Dschwen)

Com um número limitado de cientistas a trabalhar num determinado ramo do conhecimento, ao mesmo tempo que temos várias pessoas com interesse pela ciência e alguma vontade de contribuir, surge a oportunidade para um “casamento” bastante interessante, a que damos o nome de cidadania científica (CC). Este conceito pode ser aplicado a qualquer projecto no qual investigadores profissionais trabalham com elementos do público que de forma voluntária colaboram em tarefas necessárias ao projecto, sob a orientação dos cientistas. As vantagens desta abordagem são várias, para todas as partes envolvidas: para os investigadores, surge uma maneira para recolher uma grande quantidade de dados que dificilmente poderiam ser obtidos de outra forma, por falta de recursos ou tempo; por seu lado, o voluntário ganha experiência directa prática de uma parte do trabalho científico, ganha conhecimentos, e permite-se que este seja incluído no processo, algo muito importante especialmente quando cada vez mais é preciso demonstrar às pessoas a validade do trabalho científico e justificar os apoios recebidos e o seu lugar na sociedade. Por vezes o voluntário pode mesmo chegar a ser uma parte essencial de uma grande descoberta científica!

Como de costume, estes benefícios vêm acompanhados dos problemas da CC. Embora seja excelente ter grandes séries de dados recolhidos por uma equipa de amadores, estes não servirão para nada se não forem fiáveis: é absolutamente necessário garantir que os voluntários são eficientes e capazes na tarefa que lhes é pedida, para que os dados possam ter validade, processo esse cuja responsabilidade terá que ser assumida pelo investigador que coordena o projecto (mas que nem sempre pode ser controlado). Para além disso, o uso de voluntários não-cientistas está restrito à capacidade para a sua formação: se o projecto for demasiado complicado, com recolha de dados ou análises de difícil execução, o investigador perderá menos tempo sem a ajuda.

Não obstante estas limitações, vários exemplos demonstram como iniciativas de CC podem ter sucesso. Uma das áreas onde amadores mais contribuem para uma disciplina científica é na astronomia, com muitos astrónomos amadores a prescrutarem o céu à procura de algo diferente do habitual  – e vão descobrindo, meteoritos, cometas, supernovas e galáxias. Em Fevereiro de 1987, por exemplo, o astrónomo amador neo-zelandês Albert Jones foi uma das primeiras pessoas a descobrir a supernova 1987A, que se tornou a supernova mais próxima da Terra descoberta até esse momento, e que continua uma das supernovas mais estudadas.

O fascínio do meu irmão pelos insectos, e em particular por moscas (Diptera), levou-o a interessar-se pela fotografia e recolha de espécimes destes invertebrados. Em 2008 fotografou uma espécie curiosa, uma mosca de hábitos terrestres com asas extremamente reduzidas. Enviou as fotos e espécimes para especialistas estrangeiros e a resposta foi surpreendente: tratava-se de uma espécie nunca antes observada! Mais tarde, foi baptizada com o nome Ariasella lusitanica. Muitas mais espécies andam por aí à espera da descoberta… – Fonte: Rui Andrade (http://www.flickr.com/photos/ruiamandrade)

Como conduzir um projecto de CC? Como qualquer outro projecto científico, o planeamento é uma etapa fundamental, que deverá ser feita de modo a responder a uma questão. Para responder a esta questão, o investigador tem que desenvolver um protocolo que o permita fazer, e neste caso em particular o protocolo deverá prever formas para o público poder ajudar nas tarefas. Para que os voluntários possam ajudar na recolha e análise dos dados, um processo é fundamental: a formação. Como já foi referido, de nada serve temos pessoas a ajudarem no nosso projecto se os dados que elas recolherem não forem recolhidos de forma correcta, podendo enviesar os resultados e levar a conclusões erradas. A formação dos participantes é um passo chave! Mesmo assim, e especialmente se houver um grande número de observadores e não se poder controlar no campo a recolha de dados, deverá haver uma triagem dos dados antes da análise de forma a que se possam detectar erros mais óbvios. Finalmente, e como deveria ser feito em qualquer trabalho científico, os resultados deverão ser publicitados para o público.

A par da astronomia, referida anteriormente, as ciências naturais no geral, e a biologia de campo em particular (a minha área de estudo), prestam-se bastante a este tipos de projectos. O registo e monitorização de espécies são uma excelente forma de envolver as pessoas na recolha de dados científicos, dado o interesse habitual que os seres vivos despertam nas pessoas. Um dos melhores exemplos a nível mundial é o projecto eBird (http://ebird.org), desenvolvido pelo Cornell Lab of Ornithology, que encoraja qualquer utilizador registar os resultados de sessões de observação de aves, permitindo o registo das espécies observadas, nº de indivíduos, protocolo de observação e localização geográfica, entre outros dados, reunindo dados de observação numa base de dados global, que pode ser usada para trabalhos científicos. Outros projectos pretendem estudar animais normalmente menos apelativos, mas igualmente importantes, como é o caso do projecto canadiano WormWatch (http://www.naturewatch.ca/english/wormwatch), que aplica o mesmo princípio do eBird para espécies de minhocas. Já o GeoExposures (http://www.bgs.ac.uk/citizenScience/geoexposures.html) é um projecto do British Geological Survey voltado para as ciências da Terra, que pede a colaboração das pessoas para registarem afloramentos temporários, ou seja, curtos momentos em que a escavação do substrato permite um olhar sobre a geologia escondida do local, o que ocorre normalmente durante construções ou obras na via pública.

O projecto Líquenes à moda do Norte é uma iniciativa recente que pretende encorajar voluntários a recolher informação sobre a ocorrência de várias espécies de líquenes no nosso país, em especial na região Norte. Estes dados poderão ser um dos primeiros passos para definir futuras estratégias de conservação num campo pouco estudado em Portugal – Fonte: Joana Marques (http://liquenes.tumblr.com/)

E em Portugal? Apesar de não termos projectos tão bem desenvolvidos como noutros países, já alguns esforços são feitos, e a tendência deverá ser para cada vez mais os investigadores apostarem na colaboração com voluntários amadores. Um exemplo bem conhecido por cá é a elaboração dos Atlas das Aves Nidificantes em Portugal, cuja recolha de informação dependeu em boa parte de trabalho voluntário (e o mesmo acontecendo para o Atlas das Aves Invernantes e Migradoras, que está de momento em elaboração). O BioDiversity4All (http://www.biodiversity4all.org), iniciado em 2010, pretende criar uma base de dados online onde qualquer pessoa possa registar dados de ocorrência para qualquer espécie de ser vivo a ocorrer no nosso país, algo em parte também explorado pelo Naturdata, mas de forma ainda mais inicial (este projecto dedica-se mais à disponibilização de informação). Voltando à avifauna, vários projectos de anilhagem científica (http://www.apaa.pt/) desenvolvidos por todo o país, em que as aves são marcadas com anilhas metálicas para estudos populacionais, beneficiam em muito de trabalho de voluntários.  E para além de projectos definidos, há sempre hipótese de colaborar com especialistas de forma mais livre, entrando em contacto com cientistas da nossa área de interesse e perguntar se haverá hipóteses de colaboração – é desta forma que algumas pessoas no mundo dos insectos têm contribuído recentemente para o avanço do conhecimento, inclusive com a descoberta de novas espécies.

As hipóteses de contribuirmos são, cada vez mais, muitas!

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Referências

Bonney, R., Cooper, C., Dickinson, J., Kelling, S., Phillips, T., Rosenberg, K., & Shirk, J. (2009). Citizen Science: A Developing Tool for Expanding Science Knowledge and Scientific Literacy BioScience, 59 (11), 977-984 DOI: 10.1525/bio.2009.59.11.9 (link)

– Knappen, J. H. (2010)  Scientific collaborations in astronomy between amateurs and professionals. Proceedings of the international ProAm workshop on stellar winds, Convento da Arrabida, Portugal (link)

– Tweddle, J.C., Robinson, L.D., Pocock, M.J.O. & Roy, H.E (2012). Guide to citizen science:  developing, implementing and evaluating  citizen science to study biodiversity and the  environment in the UK. Natural History Museum  and NERC Centre for Ecology & Hydrology for UK-EOF (link)

Dicas para combater acácias

Já antes tínhamos falado do grupo das acácias, que incluem algumas das espécies exóticas mais nocivas para a biodiversidade no nosso país. Neste vídeo produzida pela associação Floresta Unida, Elizabete Marchante, investigadora do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra especialista em plantas invasoras, explica-nos alguns cuidados a ter na remoção destas invasoras, exemplificando em algumas mimosas (Acacia dealbata).

Fica também um vídeo um pouco mais extenso, mas também muito interessante,  sobre acções de remoção de acácias na Serra da Lousã (na mata do Sobral), uma reportagem realizada por Carlos Sêco em entrevista a Nuno Amaral, técnico da Autoridade Florestal Nacional:

Um bem haja a estas excelentes iniciativas!

O “dilema” do bicho-de-conta

“Sim, eu sei que é desagradável, mas é aí que a nossa cara fica quando dormimos”
davecoverly

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor: Dave Coverly (http://www.speedbump.com/)

À sombra de uma azinheira…

À sombra duma azinheira

Que já não sabia a idade

Jurei ter por companheira

Grândola a tua vontade

ResearchBlogging.org

Hoje, dia 25 de Abril, comemora-se em Portugal o Dia da Liberdade, o dia em que uma revolução pacífica acabou com décadas de jugo fascista. Iniciada por militares e imediatamente acarinhada pelo povo, a revolução teve como senha a música de Zeca Afonso “Grândola Vila Morena”. Neste poema da liberdade surge uma referência à ligação à Natureza da vila alentejana, a referência à azinheira, uma das árvores mais típicas da paisagem alentejana.

À sombra de uma azinheira na Primavera alentejana, em Noudar – Fonte: Paulo Heitlinger (http://www.flickr.com/photos/heitlinger/)

Antes de mais, o que podemos considerar como uma azinheira? A azinheira (também conhecida na região de Trás-os-Montes por sardão) é uma planta da família das fagáceas (Fagaceae), que incluem grupos vegetais conhecidos como os outros carvalhos, as faias e os castanheiros. A azinheira é assim um carvalho, uma espécie do género Quercus, e dentro deste grupo tem como parente mais próxima a azinheira-de-folhas-de-louro, sendo a natureza desta relação de parentesco e consequentemente os seus estatutos taxonómicos alvo de debate dentro da comunidade botânica: há quem considere estas duas azinheiras como distintas o suficiente para serem consideradas espécies diferentes (Q. ilex e Q. rotundifolia) ou como subespécies dentro da mesma espécie (Q. ilex ilex e Q. ilex rotundifolia). Independentemente destas considerações de estatuto, a verdade é que as evidências morfológicas e genéticas apontam para que estejamos na presença de duas entidades biológicas distintas. Por uma questão de coerência, e porque me informaram que actualmente tem-se encarado com mais frequência a divisão em duas subespécies, farei referência à nossa azinheira como Q. ilex rotundifolia, pedindo apenas aos leitores que não tomem isto como uma opinião pessoal informada!

Distribuição actual da espécie Quercus ilex (sensu lato), evidenciando os locais onde predomina Q. ilex ilex (ilhas mediterrânicas, Itália, Grécia e Balcãs), Q. ilex rotundifolia (Península Ibérica e Norte de África) e indivíduos na zona de contacto (sobretudo no Sul de França) - retirado de Lumaret et al (2002)

Distribuição actual da espécie Quercus ilex (sensu lato), evidenciando os locais onde predomina Q. ilex ilex (ilhas mediterrânicas, Itália, Grécia e Balcãs), Q. ilex rotundifolia (Península Ibérica e Norte de África) e indivíduos na zona de contacto (sobretudo no Sul de França) – adaptado de Lumaret et al (2002), carregar na imagem para maior detalhe

E que características podemos então encontrar habitualmente numa azinheira? Estas atingem normalmente um porte arbóreo (até cerca de 15 metros de altura, em contraste com a azinheira-de-folha-de-louro que cresce mais frequentemente acima dos 20 metros);  casca acinzentada inicialmente lisa nos jovens e que vai ficando rugosa nas árvores adultas; folhas perenes, arredondadas (por vezes com margens espinhosas), verde-escuras e rígidas, típicas de plantas de ambientes quentes, densamente pilosas na página inferior e glabras (lisas, sem pilosidades) na página superior; a floração dá-se no início da Primavera, através de flores de aspecto discreto geralmente polinizadas pela acção do vento, originando depois um fruto bastante característico dos carvalhos, as bolotas (um tipo de fruto a que damos o nome de glande).

As bolotas da azinheira são aliás uma das suas riquezas mais reconhecidas e um dos recursos mais aproveitados pelas comunidades humanas que aprenderam a conviver com esta árvore. Ao contrário das bolotas dos outros carvalhos, as da azinheira são menos amargas, podendo ser usadas para confeccionar vários alimentos como pão ou mesmo assadas como se fossem castanhas! Na maioria das vezes, as bolotas são colhidas para dar aos animais domésticos, como aos porcos que bem as apreciam, sendo uma das bases da sua alimentação na região alentejana – suspeita-se que foi esta a razão para a implementação dos primeiros montados de azinho no século XVIII.  Também os animais selvagens se aproveitam dos nutrientes fornecidos pelas bolotas, desde grandes mamíferos como javalis e veados a várias espécies de aves que delas se alimentam.

Folhas e bolota de azinheira (Quercus ilex rotundifolia) – Fonte: Paulo Heitlinger (http://www.flickr.com/photos/heitlinger/)

A azinheira é uma árvore tipicamente Mediterrânica, bem adaptada a climas quentes e secos, razão pela qual predomina na zona Sudeste do nosso país, no Oeste Alentejano mais seco, em comparação com o sobreiro predominante no Sudoeste mais húmido. As condições óptimas para a azinheira encontram-se em quase qualquer substrato (excepto os arenosos) entre 300 a 550 mm anuais de precipitação, sendo substituída por matagais ou por carvalhos melhor adaptados a climas húmidas caso os valores sejam inferiores ou superiores (respectivamente) à gama de precipitação ideal. Ocupando pouco menos de 400 000 hectares do nosso território, e sendo por isso uma das mais importantes espécies de árvores que ocorrem no nosso território, não podemos no entanto dizer que as azinheiras formem habitats florestais naturais comuns em Portugal.

Na realidade, um verdadeiro azinhal natural será algo raro no nosso país, a maioria das árvores desta espécie integra o sistema de exploração agrosilvopastoril que conhecemos como montado, ou seja, um sistema com densidade de árvores relativamente baixa coexistindo com pastagens e outros usos agrícolas. Apesar de não ser um habitat natural, que precisa da acção humana directa para ser mantido no presente estado, o montado (não só o de azinho) é um tipo de habitat com uma riqueza faunística singular,  no qual espécies típicas de habitats florestais mais densos e de pastagens conseguem encontrar boas condições de sobrevivência. Quando bem gerido, o montado é um bom exemplo de uma paisagem em que a acção humana se sente profundamente numa exploração de recursos sustentável e benéfica para uma grande quantidade de espécies (no caso dos montados de sobreiro, acresce ainda a possibilidade de exploração da cortiça).

Apesar da grande importância económica, social, histórica e natural destes agrupamentos vegetais, os montados de azinho estão em regressão, tendo sofrido um decréscimo acentuado no último meio século – por volta das décadas de 1950 e 1960 teríamos cerca de 600 000 hectares de montado de azinho. Com a regressão progressiva da área de distribuição desta espécie vamos assistindo a uma perda lenta de uma porção importante da biodiversidade do nosso país, mas também uma parte da herança de um povo que descobriu uma boa forma de utilizar um recurso natural de forma sustentável.

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Referências

– Capelo, J. & Catry, F.  (2007) – Biologia, ecologia e distribuição da azinheira. In Os montados – Muito para além das árvores. Árvores e Florestas de Portugal nº3. Público

Lumaret, R., Mir, C., Michaud, H., & Raynal, V. (2002). Phylogeographical variation of chloroplast DNA in holm oak (Quercus ilex L.) Molecular Ecology, 11 (11), 2327-2336 DOI: 10.1046/j.1365-294X.2002.01611.x (link)

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